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Gerda Boyesen, a mãe suficientemente boa descrita por Winnicott.

Artigo publicado na Revista Reichiana numero 11, São Paulo, 2002:

Chamar Gerda Boyesen de a mãe suficientemente boa é uma metáfora para descrever posturas do psicoterapeuta biodinâmico que vão levar a um holding e aorder viagra um manejo suficientemente bom na prática clínica, oferecendo ao paciente algo de fundamental importância: a oportunidade de Ser.

O presente artigo tem por objetivo:
I ) ampliar o conhecimento sobre a questão maníaco-depressiva por intermédio da descrição de um caso clínico atendido por Gerda Boyesen e através das visões da Psiquiatria, da Medicina chinesa, da estrutura de caráter descrita por David Boadella e da defesa maníaca descrita por D. W. Winnicott;
II ) estabelecer conexões entre os conceitos de Winnicott e a Psicologia Biodinâmica de Gerda, usando para isto o caso de psicose maníaco-depressiva (o paciente Oscar), tratado por ela.
Neste tratamento, Gerda usa técnicas de massagem como um manejo suficientemente bom, que possibilita o restabelecimento dos ritmos internos psíquicos e orgânicos do paciente. Por um lado, ela atua como pai que dá limites, quebrando a relação fusional (simbiótica) entre o paciente e sua mãe.
Por outro, ela funciona como mãe suficientemente boa, que propicia a retomada do desenvolvimento emocional primitivo e lida com aspectos do paciente relativos à fase da posição depressiva, fortalecendo o ego e o despontar do verdadeiro self de Oscar.
O pediatra inglês D. W. Winnicott iniciou sua vida profissional na década de 20, num hospital infantil. Ao cuidar de crianças com doenças orgânicas, ficou inconformado com as explicações etiológicas puramente orgânicas. Em sua busca por explicações mais consistentes, estudou a obra de Freud e aprofundou seus estudos com Melanie Klein, de quem divergiu em alguns pontos. Desenvolveu suas pesquisas de forma independente, escrevendo artigos que foram publicados sob o título de Textos selecionados da Pediatria à Psicanálise (1978).
Como psicanalista, Winnicott pertence à escola das relações objetais.
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Ciência explica por que reclamar altera negativamente o cérebro

Captura de Tela 2016-04-04 às 22.42.35Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas.

O cérebro é um órgão complexo que, de alguma forma, funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria a realidade.

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MÃES E FILHAS: O VÍNCULO QUE CURA, O VÍNCULO QUE FERE

Cada filha leva consigo a sua mãe.

É um vínculo eterno do qual nunca poderemos nos desligar.

Porque, se algo deve ficar claro, é que sempre teremos algo de nossa mãe.

Para termos saúde e sermos felizes, cada uma de nós deve conhecer de que maneira nossa mãe influenciou nossa história e como continua influenciando.

Ela é a que, antes de nascermos, ofereceu nossa primeira experiência de carinho e de sustento. Continuar lendo “MÃES E FILHAS: O VÍNCULO QUE CURA, O VÍNCULO QUE FERE”

O QUE É CONSTELAÇÃO FAMILIAR?

Constelação Familiar é uma abordagem inovadora, criada por Bert Hellinger (psicoterapeuta alemão), capaz de trazer à tona as dinâmicas ocultas do amor, com soluções que tem um efeito profundo e permanente, permite um novo olhar e uma nova compreensão de vida.

Por meio de técnicas que simulam “esculturas vivas” reconstruindo a árvore genealógica, que permite localizar e remover bloqueios do fluxo amoroso de qualquer geração ou membro da família. Continuar lendo “O QUE É CONSTELAÇÃO FAMILIAR?”

A importância das relações íntimas

Ter dinheiro ou fama comumente são associados à conquista de felicidade, e tais desejos já foram apontados como o objetivo de vida mais importante de norte-americanos nascidos nos anos 80 e 90.

A dedicação e esforço no trabalho seriam o caminho para se alcançar mais resultados.

Mas uma pesquisa realizada durante 75 anos nos Estados Unidos mostrou que os ingredientes fundamentais para uma vida saudável e cheia de bem-estar são relações íntimas e de qualidade com a família, com os amigos e com a comunidade.

As conclusões do Estudo do Desenvolvimento Adulto, promovido pela Universidade de Harvard, foram abordadas por seu diretor, o psiquiatra e psicanalista americano Robert Waldinger, em uma conferência no TED 2015.

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